Professor solicita abertura de processo contra alunos de Jornalismo da Unesp

/
23 Comments

Processo e acusação
O professor João Eduardo Hidalgo solicitou abertura de processo interno contra os alunos Gabriel Maia Salgado e Luana Rodriguez.
Segundo documento encaminhado à Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), "[o professor] vem sendo vítima de expressões difamatórias e injuriosas quanto à sua personalidade, bem como quanto à sua atuação profissional, pelos requeridos Gabriel e Luana”.
No processo ainda, há a acusação do Professor e Chefe Departamental Jean Cristtus Portela, manipular os alunos como forma de persegui-lo.

O que veio antes?
O Centro Acadêmico de Comunicação Florestan Fernandes (CACOFF), do qual Gabriel faz parte, encaminhou solicitação dos alunos para que fosse realizado abaixo-assinado mostrando as perspectivas do corpo discente, frente às debilidades do curso.

A iniciativa surgiu após assembleia realizada com cerca de 80 alunos de Jornalismo da UNESP/Bauru (diurno e noturno). Para a divulgação da assembleia, o CACOFF parodiou problemas apontados pelos alunos em abaixo-assinados e reivindicações acreditando que este é um recurso consolidado e sério de manifestação e contestação social em regimes democráticos.

Jornal Extra
Após realização da assembleia, a aluna Luana Rodriguez e seu grupo fizeram o jornal laboratório Extra (da disciplina Jornalismo Impresso e coordenado pelo Prof. Dr. Ângelo Sottovia Aranha) sobre movimento estudantil.
Na matéria de Luana foram abordadas as reivindicaçõs estudantis do primeiro semestre de 2011. O nome do Professor Eduardo Hidalgo não foi citado pela aluna na matéria e não foi citado em entrevista e futura declaração por um de seus entrevistados, o aluno Gabriel Maia Salgado.

Abaixo-assinado
Em abaixo-assinado realizado após a assembleia e assinado por 211 alunos de Jornalismo, o Professor João Eduardo Hidalgo é citado com a seguinte frase “Questionamento sobre o método de avaliação do professor João Eduardo Hidalgo”.

Antes de mais nada, este trecho do abaixo-assinado questionou um método, teve o propósito de abrir o debate e fez uma pergunta que poderia ser encarada com naturalidade e respondida pelo Professor Eduardo Hidalgo que está no final de período probatório de contratação.

O que está por trás do processo?
O professor Hidalgo passou em concurso feito pelo Departamento de Ciências Humanas (DCHU) e, este semestre, é o prazo final de seu período probatório. Após o primeiro semestre de 2012, se aprovado, o professor fará parte efetivamente do corpo docente da Unesp/Bauru com Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa.
O processo contra os dois alunos é um ato claro de intimidação e preservação de status do professor que, desde que ingressou na universidade, é objeto de abaixo-assinados e contestação dos alunos em relação ao método de aula, avaliação e até mesmo assiduidade e frequência, registrados em reuniões do DCHU.

Ameaça
No dia 27 de Junho de 2011, quatro alunos estavam na sala do CACOFF quando receberam a visita do docente Eduardo Hidalgo (Departamento de Ciências Humanas - DCHU), acompanhado do docente Ricardo Nicola (Departamento de Comunicação Social - DCSO). Durante cerca de uma hora os quatro alunos, também integrantes da Chapa do CACOFF, foram intimidados quanto suas atitudes e tratados com falas irônicas e sarcásticas que culminaram na ameaça feita pelo professor Eduardo Hidalgo de entrar com um processo contra o Centro Acadêmico e seus representantes.
Com reação inesperada frente à contestação dos alunos e busca pelo diálogo em relação aos métodos de ensino, o CACOFF mandou carta para os Departamentos explicando o fato e indagando se estariam de acordo com atitudes como esta. Em resposta, o DCSO alegou não ter aparatos legais para se manifestar. Já o DCHU, divulgou ata de reunião departamental em que discutiu a questão, ponderou alguns aspectos principalmente no que se refere à postura do chefe departamental, mas, por fim, afirmou que  o processo deveria ser encaminhado à direção da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação.

O que você tem a ver com isso?
O processo é mais uma forma de intimação não contra os alunos Gabriel e Luana, em específico, mas contra o posicionamento reflexivo e crítico dos alunos em relação à sua formação e à universidade.
É uma tentativa de medida exemplar para que não haja posicionamentos e atitudes semelhantes de contestação e que possa acabar o período probatório do Professor João Eduardo Hidalgo sem que exista a possibilidade de questionamento sobre efetivar ou não sua contratação.
Já que foi aberto, o processo deve servir como motivação para que os alunos se posicionem cada vez mais em relação aos acontecimentos e à realidade da universidade. Que a própria FAAC, o Departamento e os alunos analisem se o Professor João Eduardo Hidalgo realmente deve fazer parte da instituição.
O Professor João Eduardo Hidalgo se posicionou de forma autoritária e a comunidade acadêmica deve, antes de mais nada, apurar as reivindicações referentes a seu trabalho e reavaliar a viabilidade de sua contratação.

Campanha reavaliem a contratação do Hidalgo
O CACOFF entende que a comunidade acadêmica deve buscar um ensino gratuito, de qualidade e para o maior número de pessoas possível. Nesta perspectiva, a contratação coerente de servidores, sejam eles docentes ou não, é de extrema importância para garantir processo criterioso de entrada na universidade pública.
A partir de gesto intolerante do professor e com base nas reclamações recorrentes através de abaixo-assinados, por exemplo, pedimos a não contratação do professor João Eduardo Hidalgo.
Entendemos que um professor da Unesp deve prezar pela responsabilidade com o serviço prestado, além do respeito, diálogo e, principalmente, postura ativa de quem se importa e quer que a instituição esteja cada vez melhor.
Esse é o momento de sermos criteriosos e de dizermos NÂO À CONTRATAÇÃO DO HIDALGO!


Posts relacionados

23 comentários:

  1. Acho cômico como um professor indignado com uma declaração de que ele é medíocre é reportada como se fosse censura, mas ele não tem o direito livre de expressão, o que isso torna vocês?

    Existem problemas muito maiores do que o Hidalgo na Unesp, porém vocês insistem em fazer uma tempestade em um copo d´água com ele e fazerem vistas grossas para outros.

    ResponderExcluir
  2. Comentário anônimo quase não merece crédito, mas mesmo assim, Hidalgo foi extremamente mesquinho ao processar dois alunos do curso de jornalismo por um protesto pacífico e com claro intuito de promover uma discussão sobre práticas observadas pelos próprios alunos. Ele tem todo o direito de se sentir ofendido, entretanto, há formas e formas de se resolver uma situação como essa, além de que há várias testemunhas da situação medíocre das aulas do citado professor.

    Sobre os outros problemas da Unesp, é um argumento tão acéfalo quanto dizer que não devemos discutir cultura porque combate a fome é mais relevante, só pra utilizar um exemplo.

    ResponderExcluir
  3. O motivo pelo qual o professor Hidalgo iniciou um processo contra os dois alunos não é nenhuma birra ou coisa do tipo, é apenas um mero protocolo para ele se manter preso a faculdade, não podendo ser demitido.

    A mesma coisa já foi feita por outros professores, inclusive esse ano. Não adianta querer transformar isso numa coisa de "professor contra alunos", ele está apenas utilizando mais uma carta na manga para manter o seu emprego, você faria o mesmo.

    ResponderExcluir
  4. Gostei bastante da matéria. Pra quem está de fora, esclarecedora, ainda mais conhecendo a índole do professor em questão, bem como sua atuação na sala de aula, altamente questionável.

    Não vejo como uma "tempestade em copo de água", acho importante, independente de todos os "problemas maiores" que a universidade tenha, trazer essas discussões e temas à tona, principalmente pela delicadeza do assunto. Continuem informando sobre o caso!

    um abraço.

    ResponderExcluir
  5. MEW!!! Q ABSURDO!!!!
    MINHA MÃE PAGA IMPOSTOS PARA EU TER UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE!!!
    VIVA A REVOLUÇÃO!!!
    CHUPA FEB!!!!

    ResponderExcluir
  6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  7. Esse texto tá uma hipocrisia sem tamanho. Ficam falando da manipulação da imprensa na nossa sociedade e vocês mesmo, estudantes de comunicação, dão um passo rumo à falta de coerência com a realidade. O professor Hidalgo está errado e é um absurdo te-lo como corpo docente dessa universidade, mas cadê nesse texto a parte em que se conta que foram colados cartazes com nomes pejorativos, inclusive o do Hidalgo, na porta do departamento. Porque ninguem aqui discute essa estupidez que foi chamada de protesto? Piadinha com nome? Porque o CACOFF não assume isso agora? Não estou defendendo professor, estou criticando a falta de senso desse texto que agora, quando viu que a coisa ficou séria, abandonou as piadinhas de folha sulfite na parede.

    ResponderExcluir
  8. "Para a divulgação da assembleia, o CACOFF parodiou problemas apontados pelos alunos em abaixo-assinados e reivindicações acreditando que este é um recurso consolidado e sério de manifestação e contestação social em regimes democráticos."
    As frases divulgadas estão presentes em outra postagem no blog do CACOFF, e não há a menor intenção de esconde-las.
    Além disso, a idéia para a divulgação da assembleia não partiu apenas do CACOFF, mas sim de uma RAC (Reunião de Analise de Curso organizada pelo CACOFF), aberta a todos os estudantes de jornalismo e que contou com a presença de vários alunos, não apenas dOS representantes de termo.
    Qualquer um tem o direito de se colocar contra ou a favor do método de divulgação, que, a propósito, funcionou, tendo em vista que nunca compareceram tantos alunos em uma assembleia, mas a discussão passa longe disso.
    Não podemos, dentro do corpo discente, aceitar que um professor ameace alunos, sejam eles membros de Centro Acadêmico ou não, que processe dois alunos por uma matéria que nem ao menos cita o nome dele, e achar que está tudo certo.
    O CACOFF nunca se mostrou fechado para discussões, divulgando seus horários de permanência e reuniões, bem como as assembleias que discutiriam os problemas do curso.
    Esse processo tem o nítido objetivo de reprimir reivindicações e manifestações dos alunos, tentando manter os problemas debaixo dos panos da universidade e continuar a negligênciar os absurdos que se passam aqui dentro.

    ResponderExcluir
  9. Caro anônimo,

    Sua reação contra o humor empregado nos cartazes do CACOFF lembra muito a reação de islamitas radicais que queriam matar o chargista que satirizou Maomé.

    Pra começo de papo, há referência aos cartazes logo no início do texto, tenta dar uma lida. Se o fizer, verá também que pouco se fala a respeito deles, o processo tem foco na matéria do Extra.

    Você pode não achar graça nos cartazes, pode não concordar com as afirmações nos textos. Você tem liberdade de expressão pra divulgar cartazes criticando-os, você é livre para escrever jornais discutindo essa situação, livre pra contestar as afirmações durante suas aulas. Sua liberdade de expressão, até onde vejo, não foi limitada.

    PROCESSAR os alunos que te criticam, invadir reuniões e esbravejar contra alunos, querer proibir a veiculação de um jornal produzido por seus alunos DE JORNALISMO é ridículo, perde evidentemente a proporcionalidade entre uma ação e outra. Não é uma tentativa de se defender de acusações, mas de aplicar uma "lição" e evitar que isso se repita, por mais que as críticas sejam justificáveis, em absoluto. Ou você discorda do conteúdo de alguma das críticas?

    Uma boa tentativa de manter o emprego dele seria dar uma aula decente, coisa que não lhe deve ter passado pela cabeça nos três anos que ele esteve em estágio probatório.

    Isso seria válido para tentar manter o emprego dele. Processar alunos por que criticam a sua aula extremamente deficitária, (estou considerando apenas o conteúdo passado, nem estou colocando em questão "perfumarias" como didática e assiduidade, pra não virar covardia) é sim uma clara atitude de constrangimento contra os alunos, que hipoteticamente são capazes de demiti-lo.

    Ele tem um contrato com a faculdade e não cumpriu em nenhum desses anos, é um péssimo investimento de dinheiro público que temos a chance de interromper. Você jura que considera os cartazes mais nocivos que o investimento de dinheiro público em um professor que pede uma paradoxal "nota coberta simples" para alunos de técnica para televisão? que não sabe a diferença entre lauda e pauta e deu aulas de jornalismo radiofônico?

    Por fim, concordo que tantos outros professores merecem críticas tão fortes quanto as que ele vem recebendo, mas não sei de nenhum que esteja em estágio probatório e que possa ter a efetivação interrompida. E ainda, não sei de nenhum que não conheça minimamente a matéria que lecionam. Até o Teixeira, professor de fotografia tão criticado, apesar do conhecimento defasado pela tecnologia, era um fotógrafo respeitável.

    Se tiver algum professor que represente um problema maior que o hidalgo, aponte, vamos discutir. Acho válido que se mantenha anônimo, é difícil discordar de questões que possuem grande adesão, mas nem sempre é a massa que é "burra". Pode ser que vc e seu posicionamento "crítico-aos-críticos" também precise de uma revisão.

    ResponderExcluir
  10. Amigos,
    Há tantos professores que fariam de tudo para ter a vaga dessa "estrela"...

    ResponderExcluir
  11. Vamos nos livrar disso logo, certo?

    ResponderExcluir
  12. procurei pelo site e não consigo encontrar o conteúdo dos cartazes...alguém pode postá-lo aqui, por favor?

    ResponderExcluir
  13. Totalmente válida toda e qualquer crítica reflexiva. Mas vi aqueles cartazes e, além de sentir vergonha alheia, fiquei triste por presenciar um espaço de protesto tão importante subutilizado com argumentos infantis. Vocês perderam a chance. Agora, vivam as consequências, aprendam com elas, comecem de novo e estudem um pouco de retórica antes de protestar. A Unesp precisa de vocês.

    ResponderExcluir
  14. Silvia, acho que alguns teóricos consideram o humor como um importante instrumento de manifestação política. Não estudei muito sobre retórica, mas não acho que um trocadilho desqualifique um protesto.
    Apesar disso, o pessoal não é humorista, tentou, encheu de gente a sala 79 para um assembleia. Goste ou não do humor deles, deu certo.

    Ainda assim, os cartazes traziam relatos, experiências de sala de aula. Não eram argumentos infantis, eram testemunhos. O humor ali se resumia a um trocadilho com o nome de professores que desrespeitaram a cadeira que ocupavam (e ainda ocupam).

    Por que os alunos deveriam arcar com a consequência de seus atos e os professores não? O que é mais leviano: alunos que relatam experiências de sala de aula com um trocadilho insolente ou um professor que os exponha a situações como as relatadas? O que ofendeu mais este(s) professor(es): ver seu nome satirizado, ou ver escancarados os flagrantes absurdos de suas aulas?

    E como dizer "tentem de novo" se um trocadilho mal interpretado pode impedir um aluno de se formar, (ou mesmo custar-lhe um processo e eventuais prejuízos decorrentes dele), e ao invés de ter colegas que reconheçam seus esforços por um curso melhor, temos críticas contra suas atitudes que nunca são acompanhadas de sugestões de ação?
    (isso não é uma questão direta, tão pouco uma afronta. Não sou do CACOFF, sou tão passivo quanto qualquer outro crítico, mas acho que vale o debate).

    ResponderExcluir
  15. Caro Thiago, acho cômico que você considere aceitável utilizar humor - como assim prefere classificar - para chamar a atenção dos alunos, mas condene o processo do Hidalgo por abrir um processo em vez de melhorar as próprias aulas.

    Não seria possível então atrair a atenção dos alunos de uma maneira que não fosse desrespeitosa? Não se trata de ter funcionado ou ser mais importante que a causa debatida. Pode-se passar o dia em comparações, mas isso jamais será menos do que anti ético.
    E não me venham com teóricos e histórias de chargistas, todos sabem o que significa passar do limite do bom senso e da educação.

    Já que o professor deve melhorar as aulas, que os críticos também melhorem seus métodos. Embora a qualidade de ensino do professor seja questionável, a grande verdade é que o fato de tudo ter se tornado uma briga, uma rixa que se assemelha a brigas no colegial, fez com que tudo fosse mais atraente.
    E não há nenhum absurdo por parte do Hidalgo em tentar conversar com os respnsáveis e fazer o que está em seu poder para tentar conter as críticas, é uma atitude completamente natural.

    Os alunos não são crianças indefesas. Acho de extrema covardia os envolvidos agora posarem de intimidados e desrespeitados, quando para atingir os próprios objetivos também não foram capazes de lançar mão de um método diferente.

    ResponderExcluir
  16. Incrível como tem gente anônima que parece nunca ter estudado História na vida. O humor sempre foi não só uma das formas mais eficientes de protesto, como também uma das mais sutis e elegantes. Vai assistir um pouco de Monty Python, moçada.
    Por outro lado, a atitude do professor - com o qual eu nunca tive aula, por isso não posso julgar sua qualidade enquanto educador - foi de uma grosseria tremenda e desmedida. Se esse é o tipo de visão sobre liberdade de imprensa de um professor que dá aula para futuros jornalistas, então acho que não tem nem muito o que se deliberar quanto à sua efetivação.
    Meu apoio total ao alunos envolvidos!

    ResponderExcluir
  17. Então vamos falar de humor?
    Vou espalhar cartazes com piadas de alunos bêbados chegando na aula sábado de manhã, vou brincar de denunciar todo mundo que colou na única prova que o professor deu durante o semestre inteiro, vou satirizar todo mundo que não lê os textos sugeridos na ementa e nas recomendações em sala, vou filmar todas as conversas paralelas que rolam enquanto o professor tenta dar aula e jogar no youtube, e vou inclusive montar uma charge tirando o maior sarro de quem usa as teorias de intelectuais sérios pra justificar as besteiras que faz. Falei pra vcs estudarem retórica porque o primeiro princípio dela é a coerência. E já que é pra citar intelectuais, sugiro que vocês leiam um pouco do Paulo Freire pra entender que a construção do conhecimento é coletiva e que é muito fácil culpar apenas o professor pelas falhas do processo de ensino e aprendizagem. Experimentem fazer o caminho contrário e em vez de apenas atirar pedras nos professores, conversar pra saber como eles se sentem com relação a vocês e propor um acordo de colaboração mútua. Conversei com uma intercambista outro dia e ela disse que nunca viu em toda a vida dela uma faculdade com tanta gente desinteressada. Se os processos administrativos são burocráticos, comecem a mudança por vocês. Boa sorte!

    ResponderExcluir
  18. A Sílvia caiu no velho golpe da generalização para desmoralizar todos os estudantes da Unesp. Desculpe, minha cara, mas o citado professor é um funcionário contratado pelo Estado e tem o dever de fazer seu trabalho da melhor forma possível, inclusive está sujeito a ser avaliado pelos alunos através dos meios legais fornecidos pela Universidade. Nos cartazes colados pelo Centro Acadêmico NÃO constava o nome de vários professores do DCHU e do DSCO justamente por serem bem avaliados pelos alunos. Seguindo sua lógica generalista, todos os professores da Unesp deveriam ser considerados péssimos e não é isso em que acreditam os alunos da universidade. Mesmo que suas considerações fossem válidas, ao meu ver, processar a aluna Luana por fazer a cobertura jornalística do ato de protesto é uma atitude extremamente contraditória, visto que ela apenas cumpria seu papel de comunicadora e não tinha nenhuma ligação com a produção dos cartazes.

    ResponderExcluir
  19. Silvia, não passe vontade, faça o que bem entender. Você tem todo o direito de espalhar seu moralismo. Se você não mentir, nem caluniar ninguém, se disser a verdade, você é livre, não vou te processar por isso - nem poderia, por mais que quisesse.

    Se a intercambista acha que somos desinteressados, também não me tira o sono. Eu conheço pessoas politizadas e interessadas aqui, e outras que não são - e daí? Não seria possível que se mantivessem tantos grupos de estudos na faculdade, tantos projetos de extensão - tanto com bolsistas como com voluntários, tantos - se fossemos assim desinteressados.

    Você me recomendou Paulo Freire, né? acho que ele tá jogando do nosso lado: "(...) como ensina o educador Paulo Freire, em sua pedagogia do oprimido, a educação não pode atuar como instrumento de opressão, o ensino e a aprendizagem são dialógicos por natureza e não há caminhos para a transformação: a transformação é o caminho."
    Um beijo.

    ResponderExcluir
  20. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  21. não vi seu comentário , caro anônimo, desculpe-me. respondo:

    anônimo, você viu os cartazes? Não há nada neles, NADA, além de um sincero relato dos absurdos que os professores em questão cometem durante as aulas, não há mentiras ali, não há exageros. O que há são trocadilhos com os nomes dos professores, que você pode criticas à vontade, mas apresentam uma tentativa de humor. (a excessão fica para o cartaz, se não me engano do jink, que fala de economia, em um trocadilho mais elaborado, por mais que não seja das melhores piadads que já li na vida).

    Qual o crime em associar o nome de um professor a uma falha que ele efetivamente comete recorrentemente? O Hidalgo deu aulas de memória audiovisual usando vídeos de abertura de desenho animado no youtube sim, eu vi. Não há qualquer calúnia.

    E sabe do pior? Nem é a respeito dos cartazes que o processo se baseia. É sobre uma MATÉRIA JORNALÍSTICA. Por isso eu acho evidente, e não cômica, a diferença entre fazer um cartaz humorístico a respeito de uma falha efetiva de um professor e um processo que é sim contra a liberdade jornalística que uma aluna pensou poder exercer. Não tá claro isso?

    seguindo a discussão, falo por mim: convoquei uma reunião para discutir os problemas do curso para apresentar em uma reunião com representantes discentes de todas as UNESPS. 9 pessoas compareceram, e eu tenho contato direto com todas elas. Tire suas conclusões. Não acho que havia qualquer desrespeito nos cartazes, uma vez que apresentavam críticas coerentes, não caluniaram os professores, simplesmente faziam um trocadilho com seus nomes. Foram mais efetivos que eu.

    É dever do humor testar esses limites de bom senso, educação etc, especialmente por que eles não são tão claros quanto você sugere ( a nossa divergência de opinião prova isso). "Já que o professor deve melhorar as aulas, que os críticos também melhorem seus métodos."
    Por essa lógica, o CACOFF errou uma vez, e está sendo processado. O professor sofreu 3 abaixo-assinados, oriundos de críticas de cada uma de suas salas, e vai dar aulas semestre que vem. Explique pra mim essa balança, não consigo entendê-la.

    "E não há nenhum absurdo por parte do Hidalgo em tentar conversar com os respnsáveis e fazer o que está em seu poder para tentar conter as críticas, é uma atitude completamente natural."
    Eu precisaria ouvir essa frase pessoalmente. Tentar conversar? Entrando numa sala e vociferando ameaças de processo? Processando alunos com base em UMA MATÉRIA JORNALISTICA? Existem formas de se conversar mais funcionais. Ainda acha que os cartazes foram ofensivos? Eles foram a TERCEIRA tentativa de diálogo com o professor.

    Por fim, usar o humor foi um método diferente. E é interessante, eu usei o humor na charge para a nova chapa do CACOFF. Ninguém questionou o humor ali. Por que fui respeitoso? Não. Foi por que não mexi com qualquer polêmica. É trágico que nos incomodemos mais com um trocadilho que com um professor que pede aos seus alunos de Técnica Redacional para Televisão uma paradoxal "nota Coberta Simples".

    O Abraço (não é irônico não. eu li o comentário que fiz pra Silvia e achei que deu essa impressão). Costinha, procê eu respondo pessoalmente, tomando uma breja!

    ResponderExcluir
  22. Ex-diretor da TV Unesp é julgado inocente no TJ e Unesp é condenada a invalidar o processo administrativo disciplinar, reintegra-lo no cargo, indenizá-lo a remuneração suspensa. Além disso, o Juiz condenou a ré a suportar as custas processuais. Fonte: http://esaj.tjsp.jus.br/cpo/pg/show.do?localPesquisa.cdLocal=53&processo.codigo=1H0003C8U0000&processo.foro=53

    ResponderExcluir
  23. Como uma humilde professora que formou muitos alunos ficou pensando:
    Para que o professor tenha passado num concurso como este, ele prceisa ter muito conhecimento,não?
    Uma instituição educativa deve ter coordenadores e coordenadores tem a funcão,entre outras, orientar qualquer professor que esteja iniciando na carreira ou na instituição, não?
    Alunos, principalmente, de uma instituição renomada deveriam possuir a maturidade de conversar com esta coordenação, ou quem quer de direito que deva exercer este papel quando precebem que um um professor está com dificuldades,não é?
    Será que estamos todos sozinhos?Professores, alunos, coordenação,direção...???de que adianta pessoas intelectualmente evoluídas se não conseguem manter um diálogo com respeito e se colocar no lugar do outro? Professores também sofrem, têm medo, limitações...Desitir é mais fácil, difamar, manipular...é mais fácil, mas onde está o desafio???

    ResponderExcluir