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Reservas reguladas, gastos com transporte,catracas com identificação, lista para conseguir as sobras: para o estudante diurno e integral do campus da Unesp Bauru, extrema dificuldade;para os noturnos, esquecimento (Foto: Ninjoco) 
Entre os dias 18 e 22 de janeiro procurei usar a lista das sobras (formalmente denominadas remanescentes) já que não havia reservado refeições. Dos cinco dias da semana, somente na segunda obtive a farta e deliciosa refeição, com tentativas frustradas na terça e quarta. Faltou aquele pique sobrehumano - digno de um trabalhador que pra não gastar com transporte vai a firma caminhando por uma hora - para listar as refeições da quinta e sexta.
Só estando na porta do RU antes do horário de abertura pra garantir a refeição todos os dias, torcendo para estar dentro dos 20, quem sabe 15 primeiros da lista, e pagar uma soma de R$3 em patacas ou tartarugas marinhas. O regulamento ao menos não impede de por o nome na lista aqueles que não fizeram o cadastro para reserva. Com os dados repassados basta esperar por 40 dias e assim o estudante retira seu cartão magnético na seção de graduação. Enquanto isso (ou se não aparecer nenhum cartão de qualquer jeito) um documento com foto faz o mesmo papel.
Fato já dito: é uma relação controversa com o RU, que envolve catracas, austeridade administrativa e terceirização.

Voltemos a apurar o dia 13 de janeiro.


É conveniente comer no RU?

Como tinha dado de cara com as portas fechadas do RU no dia do transformador queimado, tratei de comer no restaurante da FEB, também chamado de Nutricom. Após gastar mais ou menos R$8 em um punhadinho de arroz e feijão combinados com uma folhinha de alface, duas rodelas de tomate e um filezinho de peixe. Peguei respostas diretas de Rodrigo Xavier, do 1º ano do curso de Meteorologia:
- Conveniente e econômico, sem dúvida.
É de fato desgastante gastar dinheiro com uma viagem de ônibus da Transurb (ainda R$3,50) e ter que dar de cara com a porta pra somar o gasto de uma refeição à R$22 o quilo; infelizmente o gasto total que seria ao menos R$6,50 acabou em cerca de R$11. Isso em um dia da semana.
Anteriormente me dizia a Maithê:
- Por R$3 a gente tem toda uma alimentação completa com suco e sobremesa. Quando a gente tem que ficar na faculdade pras aulas da tarde não compensa gastar com ônibus pra ir a algum lugar ou voltar pra casa, então acho bastante viável.
Enxerga-se que o RU nos moldes em que funciona é uma realidade proveitosa tanto no custo quanto no tempo ganho para os que vão ao campus de manhã, bastando emendar o almoço, ou quem for ter aula à tarde. A cultura estudantil das filas de carona faz com que não haja vantagem por causa do alto custo do transporte.
Alguns dias depois, pela rede social, utilizei das mesmas perguntas com Jhony Borges, do 3º ano de jornalismo diurno e vi que há quem tenha o pique - sim, aquele - de usar de grande esforço para almoçar:
- Como estudo no período diurno, quase sempre estou no campus quando almoço no RU. Eventualmente, vou ao campus só para almoçar no RU, mas, quando isto acontece, faço o trajeto de casa até à Unesp a pé ou de carona. Portanto, não tenho gastos para me deslocar até o RU.

João Vitor Campos dos Reis (Ninja) foi coordenador de assitência ao estudante (2011-2014) nas chapas 'Reativa' e 'Reforma' do Diretório Acadêmico di Cavalcanti (DADiCa).
(Foto: CACOFF)

Inaugurado hoje, o R.U da Unesp-Bauru precisará de mudanças se quiser corresponder a 20 anos de expectativas


‘’Existem cerca de 6.693 pessoas envolvidas de alguma forma com a Unesp Bauru em todos os períodos. Apenas 300 refeições serão servidas e somente no período diurno.’’ Essa era a primeira informação disponível no panfleto entregue pelo Movimento Estudantil da Unesp na inauguração do Restaurante Universitário.

Nesta segunda feira, dia 19 de janeiro de 2015, após mais de 20 anos de mobilização estudantil, finalmente os estudantes poderão se servir de refeições acessíveis e saborosas. Pelo menos aqueles que conseguirem vencer as filas, a burocracia e chegar primeiro que seus colegas na Administração Geral (AG), onde se compra o ticket.  ‘’Isso já devia ser previsto. Todo mundo já sabia que ia acontecer. É um descaso da reitoria. Eu mesmo hoje perdi uma hora de aula para ficar na fila. Vai ser isso todo dia, eu acho’’, diz Lucas Piragini, estudante de Design.

Até nossa apuração, havia pouco mais de 1500 pessoas cadastradas no sistema do R.U na Administração Geral, ou seja, um número 5 vezes maior do que as refeições que são oferecidas. É claro que dentre essas 1500 muitas não comerão todos os dias, mesmo porque o número servido é muito inferior e não há refeições noturnas, porém já foi possível se deparar com filas relativamente grandes, principalmente na compra do ticket, desde o primeiro dia de funcionamento do prédio.

     A presidenta do GAC e diretora da FC, prof. Dagmar. (Foto: CACOFF)

Quando questionada sobre a possibilidade de aumento do número das refeições, caso a demanda se comprove, a diretora da faculdade de ciências e presidenta do Grupo Administrativo do Campus (GAC), Dagmar Hunger, afirmou que ''teríamos que negociar com a empresa, o contrato tem seu tempo determinado. Depende da avaliação do contrato.'' Atualmente o contrato permite um aumento de 25% do número de refeições atuais, o que corresponde a exatas 75 refeições. Além disso, o diretor técnico-administrativo do campus, Cláudio de Martino, disse que não há perspectivas em relação à refeições noturnas:  ‘’Há a possibilidade, mas, não nesse contrato. Para que possa haver refeições noturnas nós teríamos que fazer uma nova licitação – vendo que esse contrato não contempla as refeições noturnas’’. O contrato com a Silus Serviços Eireli - EPP, empresa privada que comanda o Restaurante, tem duração de 15 meses.


Desencontro de informações

Sobre a questão da terceirização alguns problemas pontuais devem ser lembrados, como o salário reduzido dos funcionários, a dificuldade de reivindicações trabalhistas e mudanças de carga trabalho sem a remuneração do banco de horas, como já chegou a acontecer com funcionárias (os) terceirizadas (os) da limpeza aqui em nosso campus.

Quando questionados sobre a possibilidade de funcionamento do R.U com funcionários públicos, houve um desencontro de informações por parte do GAC e a AG.  Dagmar afirmou que existe esta possibilidade: ‘’Sem duvida nenhuma, se nós avaliarmos. Por isso eu acho importante o papel da comissão (do RU). Não só da comissão como da nossa comunidade. Se não está correspondendo, vamos reavaliar o que a gente pode mudar. Sempre o principio é corresponder as nossas expectativas, nossos anseios e nossas necessidades.’’ Já o diretor administrativo, Cláudio De Martino afirmou que não. ‘’Depende da reitoria, de como esse ano vai se desenrolar; eles tiveram alguns cortes e deram uma segurada nas contratações. Por isso essa decisão não depende de ninguém aqui do Campus, não depende do GAC, é uma decisão da reitoria autorizar a abertura dos concursos, se eles entenderem que seria adequado. Se isso acontecesse nós faríamos as contratações.’’ É importante ressaltar que o R.U está sendo subsidiado tanto pela reitoria, quanto pelas unidades (FAAC, FEB e FC).


    
    Intervenção feita pelo movimento estudantil, no primeiro dia de R.U. (Foto: CACOFF)

Nutrição e cardápio

Tendo em vista o melhor cardápio, foi feita uma pesquisa com os outros R.Us da Unesp para a definição do que será servido, já que até o momento não se sabia as preferências dos estudantes, conforme diz a nutricionista, Thayane Caobianco.  ‘’Tentei colocar pratos de preparação caseira pensando em agradar a maioria das pessoas’’, afirma.

Foi disponibilizado um e-mail do R.U (ru@bauru.unesp.br) aberto à sugestões de cardápio.Também possível falar diretamente com a nutricionista no prédio do R.U.  ‘’A gente está totalmente abertos. Estamos pensando em fazer pesquisas para agradar o máximo a maioria’’, diz a nutricionista.  


Confira abaixo o vídeo produzido pelo Cacoff da inauguração do R.U


PROEX aprova 106 projetos da FAAC* 

Após longa espera, o mês de abril começa com a divulgação dos projetos aprovados e a FAAC é a terceira em número de projetos aceitos 

Mariana Caires**

Foto: Divulgação
Quem contava com o recebimento de bolsas da Pró Reitoria de Extensão Universitária nesse mês de março, não se animou com a notícia de que ainda não havia saído a aprovação para nenhum projeto cadastrado na PROEX.
Em maio de 2012, o Sistema de Extensão Universitária foi atualizado, sendo implantando um Banco de Dados para credenciamento e avaliação dos projetos. Até ser aprovado pela Comissão de Avaliação da Pró-reitoria de Extensão Universitária (PROEX), um projeto de extensão passa por várias etapas. Primeiro, ele deve ser cadastrado pelo Docente-Coordenador no Sistema online da PROEX. Então, será submetido ao Departamento a que corresponde, onde um Relator dará seu parecer local sobre o projeto, que consta de comentários e pontuações seguindo os critérios definidos pela Pro-reitoria.

A próxima e última etapa é a avaliação pelo Comitê de Especialistas, com representantes de todas as unidades da Unesp convocados pela reitoria. Essa comissão se reúne para a última análise dos projetos e envia as decisões para a PROEX, que divulga os resultados para o público. 

Os resultados de apoio aos projetos chegaram ao vice-diretor da FAAC, Marcelo Carbone, no dia 4 de abril, após todo o processo acima descrito.
A Profª Drª Roseane Andrello, vice-chefe do Departamento de Comunicação Social da FAAC, foi parecerista no Comitê de Especialistas deste ano. Nos dias 14 e 15 de março, ela se reuniu no prédio da Reitoria com outros membros do Comitê para analisar e discutir os projetos, então foram dados os pareceres finais sobre sua possibilidade de aprovação com bolsa. 

E agora, o que mudou? 
Este ano, a Unesp destinou aos Projetos de Extensão a mesma verba que foi dada no ano passado. Mas como houve aumento no valor individual das bolsas, sua quantidade em geral diminuiu. 

Foto: Divulgação
Segundo o documento divulgado pela Reitoria, 1485 projetos foram aprovados na Unesp em 2013. A Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) foi a terceira Instituição com mais projetos aprovados. Foram 106 no total, sendo a maioria (63) no campo da Comunicação. Ainda tratando do Câmpus de Bauru, 82 projetos de extensão da Faculdade de Ciências (FC) e 26 da Faculdade de Engenharia foram contemplados com verba. Há projetos que não receberam bolsa, mas continuam existindo, pois receberam do Comitê uma aprovação por mérito.

Os critérios de avaliação de projetos de extensão universitária estão publicados no portal da Unesp. Os valores de bolsas variam de acordo com a pontuação que o projeto recebe durante a avaliação. “No Comitê tínhamos a missão de, respeitando as análises anteriores e os critérios de avaliação determinados pela Reitoria, realizar uma última observação tendo em vista critérios como a relevância social, a atuação dos alunos e dos professores responsáveis e a integração entre ensino e pesquisa para enfim selecionar quais receberiam o aceite para bolsas de estudos em diferentes valores.” Explica Roseane. Segundo ela, durante o encontro do Comitê de Excelência, “foi discutida a possibilidade de alteração dos critérios do edital, uma delas, com a pretensão de levar em conta a quantidade de projetos por tutor na hora da avaliação”, contou a professora. “É grande a probabilidade de que um professor que coordena e se dedica a diferentes projetos de extensão não consiga realizar suas funções como pesquisador e docente”.
O Comitê se reunirá novamente para repensar no edital de seleção dos projetos do ano que vem, mas a data ainda não foi definida. Quanto às bolsas desse ano, a Pro-Reitora ainda não divulgou quando a verba chega e se será pago o retroativo aos projetos.

*Título Original
** Mariana Caires é estudante do terceiro termo de Jornalismo e produziu esta matéria para o jornal laboratorial EXTRA, na data de 8 de abril de 2013. A publicação é uma contribuição em comum acordo com a autora.

Comentário do CACOFF:
Este é um post de esclarecimento sobre a aprovação de bolsas de projeto de extensão destinadas à FAAC em 2013. Com ele pretendemos destacar a diminuição do número de projetos aprovados, com relação aos anos anteriores (~120) e o atraso das bolsas, corrente também no campus de Bauru.
A Extensão Universitária baseia-se no trabalho coletivo e visa a cidadania 

Amanda Fonseca* 

“Qual o retorno que a universidade dá à sociedade?”. Essa é a questão levantada por Marcelo Carbone Carneiro, vice-diretor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) da UNESP Bauru, na tentativa de definir o que seria um projeto de extensão. Para o Prof. Carbone, é difícil conceituar com precisão absoluta, mas é necessário que o conhecimento gerado se relacione com o meio social. 

A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) elenca 11 “áreas temáticas” que norteiam a definição de uma atividade de extensão. As áreas são as de cultura, direitos humanos, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia, trabalho, ciências agrárias e veterinárias, espaços construídos e política e economia. 

No Guia de Extensão Universitária, um dos objetivos apresentados é o de promover a democratização da cultura científica, artística e humanística, viabilizando uma relação transformadora entre universidade e sociedade. Além disso, entende-se que a extensão universitária tem o papel de discutir e criar novas metodologias e tecnologias, articulando ensino e pesquisa e intervindo na solução de situações-problema apresentadas por setores da cidade. 

Um dos projetos que está bem contextualizado no sentido de tentar solucionar problemas da população é o “Jornal Ferradura”. A publicação que é bimestral existe há 6 anos e é feita somente por estudantes de Jornalismo da UNESP Bauru. Seu foco principal é o de tentar integrar o Ferradura Mirim, um bairro bauruense de periferia, ao restante da cidade. Mayara Alves Reis, uma das atuais editoras do jornal, garante que os resultados aparecem, como por exemplo a implementação de asfalto nas ruas principais do bairro, que antes eram de terra, permitindo que os ônibus circulem por lá. Outro projeto com objetivo semelhante é o “Voz do Nicéia”, que busca chamar atenção para os problemas do bairro Jardim do Nicéia, também na cidade de Bauru.

*Amanda Fonseca é estudante do terceiro termo de jornalismo diurno e fez este texto para o jornal laboratorial EXTRA em 8 de abril de 2013. Este post foi uma colaboração em comum acordo com a aluna.


Comentário do CACOFF:
Apesar de alguns projetos de extensão cumprirem sua função social, a grande maioria ainda não atinge a comunidade externa à universidade. Mais do que isso,  vários projetos de extensão da FAAC vem pra suprimir necessidades prático-teóricas que as antigas grades curriculares não conseguiam dar conta. Dessa forma, os projetos de extensão perderam sua principal finalidade e tornaram-se endógenos, restritos ao campus. Tornaram-se assim projetos laboratoriais, com pouco caráter social ou sem vínculo com pesquisas acadêmicas, como deveriam ser, segundo previsto por editais do MEC, Ministério da Educação e Cultura.


Barbara Figueredo tem 21 anos e está indo para o último ano do curso de Jornalismo na Unesp Bauru. Ao longo desses anos, Barbara, também conhecida como “Taça” já fez parte de inúmeros projetos de extensão, entre eles a Rádio Unesp Virtual, onde atualmente trabalha como Coordenadora Geral. Barbara conta que já foi repórter, locutora, pauteira, editora e coordenadora de núcleo antes de chegar onde está e afirma que o projeto “toma quase todo o meu tempo.” A equipe de Barbara conta com 8 pessoas, entre elas alunos de Jornalismo, Rádio e Tv e Relações Públicas. “Fazemos reuniões semanais que, dependendo da gravidade da pauta, podem durar até duas horas. E reuniões periódicas com os professores responsáveis e demais participantes. Eu coordeno todo o conteúdo que a Rádio veicula por meio de seus programas, indo desde a parte prática (entrevista, pauta), até a técnica (sonora, gravação, estúdio).” Barbara conta que cresceu muito com as responsabilidades que adquiriu no projeto e diz esperar coordenar uma rádio maior algum dia.

Sua relação com o campus é bastante intensa, já que as reuniões da Rádio Unesp Virtual acontecem em locais espalhados pela Unesp, e em especial no Departamento de Comunicação Social (DCSO), onde o projeto de extensão fica localizado. “A sala da Rádio, no DCSO, é meu lugar favorito no campus, já que passo a maior parte do tempo lá”, afirma Barbara.

A Unesp é uma universidade conhecida por proporcionar inúmeras opções de projetos de extensão para que seus alunos possam exercer algumas atividades complementares à sala de aula. Muitos projetos contam com um número elevado de repórteres e colaboradores, seus coordenadores elaboram oficinas e entregam certificados, enquanto outros, muitas vezes projetos com cunho mais social e que promovem maior interação entre a comunidade bauruense e os alunos da Unesp recebem menos destaque e privilégio dentro da Universidade. É um problema crônico, mas apesar disso, os projetos de extensão são parte integrante do processo de aprendizado e acúmulo de repertório cultural, uma vez que proporcionam aos alunos a oportunidade de colocar em prática alguns aspectos ensinados em sala de aula. Mais do que isso, a necessidade de desenvolver pautas e enfrentar imprevistos ao longo da produção de uma matéria, por exemplo, podem expressar o despreparo que a grade curricular de muitos cursos ainda tem.

Projetos de extensão são uma realidade no campus Bauru e para entender melhor como funcionam, seus benefícios, problemas, qualidades e sua relação (ou não) com as grades curriculares, participe da Roda de Debate do III CACOFFONIA.

A Roda deve começar às 14h00 do dia 28/02, no Bosque e contará com a presença de representantes de Empresas Juniores, Projetos de Extensão e Centros/Diretórios Acadêmicos. Não perca!


A série hoje apresenta à vocês um lugar de destaque no câmpus: o Bosque [1]. Pode-se dizer que é a parte da universidade que mais chama a atenção de quem chega pela primeira vez em Bauru por transmitir tranquilidade e descontração. Muitas intervenções acontecem em seu espaço, seja para integrar, mobilizar ou até festejar. O próprio Cacoff está no bosque quase todas as semanas, promovendo discussões e atrações para os alunos.


Há um ano frequentando a Unesp de Bauru, o aluno do segundo ano de Psicologia, Lucas Pazetto, relata sobre o bosque. Cada um tem uma percepção própria desse lugar tão acolhedor, e o Splash (seu apelido) explica o que ele significa na sua vida estudantil:
   
“A Unesp pra mim foi um amor à primeira vista. Ainda mais pra alguém que viveu no caos da cidade de São Paulo a vida inteira. Quando entrei no câmpus pela primeira vez pensei, meio que rindo: 'Sério que eu vou estudar aqui? A-N-I-M-A-L!'.
Para alguém que é rato de praia e colocou na balança, desde que nasceu, o estilo de vida paulistano e o que desejava, parecia PERFEITO.
Sei lá, parecia o lugar ideal. Cercado de árvores, sombras, estruturas térreas, na medida, sem exageros, aspecto sereno. Agora o lugar que mais me chamou a atenção foi o famoso bosque. Pensei comigo mesmo: 'Qual a chance de eu não estudar aí todo dia?’.
Pois é, dito e feito. Não tem um dia em que eu não vá me sentar em alguma sombra das inúmeras árvores do bosque e leia um livro, ouça uma música ou até mesmo estude pra uma prova. Encontrei o meu canto de descanso, meditação e lazer.
Pra mim, o ambiente reflete muito em como me sinto, sabe? Preciso de um lugar que espelhe o que eu pretendo sentir na hora, e lá é bem assim. Até mesmo quando estou entediado, vivo pegando pedras naquele chão coberto de folhas e tento acertar cada poste do recinto. É terapêutico, juro! Todo mundo tinha que experimentar, haha.
O bosque até me fez aprender malabares, acredita? Passei a ir todo dia após a aula com meu amigo e praticar com 3 bolinhas de tênis. Surpresa... deu certo! Além disso, ele fica na beira de uma ótima descida pra se andar de longboard e mesmo com todos meus tombos, sempre valeu a pena estar por lá.
Acho que estamos sempre tão apressados com tudo e nos cobrando, que às vezes nos falta tempo para fazer o que há de mais essencial e vital nessa vida: PENSAR. Algo que deveria ser costumeiro e simples, mas que nos foge da mente todo dia. Então, quando vejo um lugar que nem o bosque, sinto que falta pra muita gente o que eu já tenho: um lugar favorito. E pode levar fé... funciona!”.


Além do Splash, a Bruna Guerreiro (Cocó), aluna do segundo ano de Relações Públicas e membro da RPjr, e o Aaron Almeida, do terceiro ano de Design e membro da Design Jr, também dão a sua perspectiva desse espaço que é de tão sucesso na vida dos unespianos bauruenses:

 "Eu e o Aaron viemos de uma mesma cidade pequena do interior de São Paulo. Bauru virou cidade grande vista aos olhos, e com a rotina de estudos e trabalhos nas empresas juniores, pegar aqueles ônibus cheios nos horários de pico virou realidade!

Realidade nenhuma comparada à boa sensação de chegar ao câmpus da Unesp de Bauru! De repente, dentro da selva de pedra encontramos a nossa: o bosque! Ah, o bosque! É palco de shows, aplausos, reuniões de grupos - não só da FAAC, e sim de todos os cursos, - mas também é o melhor lugar para dar aquela espairecida, um descanso merecido e muito proveitoso entre aulas ou projetos de extensão!
O bosque pode não ser dos maiores, mas tenho a impressão de que nunca o conhecerei por inteiro... E já pra quem fica na faculdade por período quase integral, o Aaron indica, além do bosque, as pinturas e grafites a serem descobertos nas chamadas ‘salas 50’s’, onde geralmente acontecem as aulas do curso de Design.  
 Parece que os projetos de DI não ficam apenas nas aulas. Passam para as paredes próximas e até para o ambiente das 50’s, onde é fácil se deparar com alguma ação dos alunos como intervenção na área.
Se há alguma semelhança que se destaca entre o bosque e as 50’s com certeza diríamos que o é o sossego! Ambos são lugares privilegiados pela presença de muito verde; a garantia de sombras sagradas nessa cidade quente que é Bauru, até a presença de pequenos animais como os macaquinhos! Mas esses não são os únicos..."

 E você, calouro, tá a fim de curtir o Bosque tão intensamente quanto essa galera? Venha para o nosso CACOFFONIA e faça dele um lugar frequente em sua vida universitária! Aproveite para visitar o Wix do nosso festival: http://cacoffunesp.wix.com/cacoffonia2013



A UNESP de Bauru é composta por 3 unidades universitárias: a Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC), Faculdade de Ciências (FC) e Faculdade de Engenharia (FEB), onde são oferecidos 21 cursos, somando mais de 6.300 alunos [1], portanto, o maior campus da UNESP. E em breve vocês farão parte desse universo. Para dar uma mãozinha à adaptação de vocês, nós do CACOFF preparamos uma série de posts aqui no Blog do Caco nos quais os veteranos irão compartilhar visões sobre alguns locais da nossa faculdade para que vocês sintam-se a vontade, e que mais para frente sejam vocês a compartilhar suas impressões sobre o campus com a gente.


Para começar a série teremos o relato da Isabela Rocchi (Nala) que está no segundo ano de Jornalismo. Além das aula ela participa da Rádio UNESP Virtual (pelo Comando Login), da Webjornal Mundo Digital (editoria Miscelânea) e da Jornal Jr (como repórter). Então vamos ao relato dela:


“Bom, minha permanência no campus se resume ao período das aulas e atividades extras que nele desenvolvo. No intervalo dessas atividades, gosto de ficar, especialmente, no corredor das 70s (salas) onde ficam reunidos alunos de todos os anos de Jornal e RTV; no Giga (lanchonete), onde podemos comer alguma coisa enquanto conversamos e relaxamos um pouco; nas proximidades do Bosque e do LEE (Laboratório de Editoração Eletrônica) onde é mais fresquinho, silencioso e tem bastante sombra, o que possibilita um ambiente muito bom para ler ou dormir um pouquinho.” 

Só pelo relato da Nala já dá pra perceber que tem muito lugar pra interagir com os veteranos e o pessoal dos outros cursos. Acompanhem os nossos posts e se preparem para ótimos momentos da vida universitária.

Até mais!



              O CACOFFONIA é um festival organizado pelo Centro Acadêmico de Comunicação Social “Florestan Fernandes”, ou simplesmente, CACOFF. Em 2013 terá a sua terceira edição e a nossa intenção é proporcionar um ambiente de integração entre os alunos da Unesp e convidá-los, em especial os calouros, para explorarem o campus por meio de atividades culturais. A programação contará com: apresentações de projetos de extensão, apresentações de dança, shows, oficinas, vendas de comidas e bebidas e muito mais.
            Queremos dar as boas vindas aos calouros e incentivá-los a frequentarem o campus fora do período de aula. Aqui não é só um espaço para desenvolver o lado profissional, mas também o pessoal, social etc., e sabemos que o meio pode influenciar sim no desenvolvimento das habilidades sociais. Sendo assim, nós do CACOFF queremos proporcionar boas experiências iniciais com o campus para que vocês – bixos – criem um sentimento de afetividade pelo espaço que foi construído paras vocês. Queremos que aproveitem da melhor forma e cresçam também como pessoas, profissionais e cidadãos.
              
                  Anote: Dia 28/02 será o dia de viverem bons momentos na companhia daqueles que serão seus amigos pelos próximos quatro anos.


Contamos com a sua presença.
O Centro Acadêmico de Comunição “Florestan Fernandes”, o CACOFF, está sofrendo ação judicial, movida pelo professor João Eduardo Hidalgo. A ação se refere a um post do blog do Cacoff, no qual, segundo o mesmo, sendo “um professor acadêmico referência tanto nacional, como internacional”, teve “sua honra objetiva e subjetiva ofendida, por meio de publicações difamatórias e injuriosas”. No entanto, o post é completamente livre de tais acusações.

Leia o post em que o Professor João Eduardo Hidalgo usa como base para o processo. 
 

Processo Interno 

Dentro da Unesp de Bauru, o professor João Eduardo Hidalgo entrou com um processo de apuração preliminar interno contra os estudantes Luana Rodriguez e Gabriel Maia Salgado. A ação foi feita devido a uma matéria no jornal laboratorial Extra sobre o movimento estudantil, a qual citava as reivindicações estudantis da faculdade no primeiro semestre de 2011. Gabriel Maia Salgado, participante do CACOFF de 2008 a 2012, foi uma das fontes (entrevistado) da matéria, mas em nenhum momento citou o nome de João Eduardo Hidalgo. Já o professor e chefe departamental, Jean Cristtus Portela, foi acusado de estar manipulando os estudantes como forma de perseguir o professor Hidalgo. 


Como se não bastasse a tentativa de abrir processo interno contra os alunos Gabriel e Luana e contra o professor Jean Cristtus Portela  (Processo de apuração preliminar de denúncia contra servidor e centro acadêmico – Nº 1417/45/01/11), o professor João Eduardo Hidalgo foi além das instâncias internas da UNESP e levou para âmbito judicial uma questão puramente acadêmica que envolve sua contratação e as ações legítimas de órgão do movimento estudantil dentro desta instituição de ensino. O professor Hidalgo promoveu ação judicial contra o Cacoff e contra o site de buscas Google. No processo cível de Nº 071.01.2012.019032-0, distribuído no dia 10/05/2012 na comarca de Bauru, os dois advogados de Hidalgo pleiteiam o valor de R$12.440,00 a título de indenização por danos morais. 

CACOFF

O CACOFF entende que a atitude do professor é estritamente política, e visto que suas acusaçãos são infundadas, e no mínimo equivocadas, nossa posição só se reforça. João Eduardo Hidalgo está claramente tentando um método de intimidação para que seu período probatório de contratação passe sem interferências, negando-se a pôr fé em críticas de qualquer natureza. 

Nós, regidos por um estatuto e pela obrigação da defesa do corpo discente e de seus interesses como alunos(as) de uma universidade pública, temos por dever a manutenção da defesa de um ensino de qualidade, o que abraça a necessidade de um posicionamento crítico ante aos(às) professores(as), aos(às) alunos(as) e à própria estrutura da universidade. 

Entendendo que estas são claras tentativas de intimidar a ação dos(as) alunos(as) e suas representações legítimas dentro da universidade, o CACOFF pede a colaboração dos(as) que puderem contribuir para a defesa judicial do centro acadêmico e dos(as) alunos(as), além, claro e principalmente, à manutenção da possibilidade de livre manifestação estudantil com o intuito de lutar por uma universidade gratuita, para todos(as) e de qualidade.